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26 Novembro 2013

Beber aumenta a produtividade

Parece uma brincadeira de mau gosto, mas é real e foi proferido por um juiz. Uma empresa de Oliveira de Azeméis foi obrigada a reintegrar um trabalhador que tinha despedido após um acidente com um camião de recolha de lixo. O trabalhador foi apanhado embriagado, acusando 2,3 gramas de álcool no sangue.

O caso já passou por duas instâncias e o veredicto, por mais incrível que possa parecer, é sempre o mesmo: voltar a admitir o funcionário. “Note-se que, com álcool, o trabalhador pode esquecer as agruras da vida e empenhar-se muito mais a lançar frigoríficos sobre camiões e, por isso, na alegria da imensa diversidade da vida, o público servido até pode achar que aquele trabalhador alegre é muito produtivo e um excelente e rápido removedor de eletrodomésticos”, lê-se no acórdão.

O trabalhador a reintegrar é o acompanhante do condutor do camião que tombou na berma de uma estrada. E também este acusou 1,79 gramas de álcool, mas não teve a mesma sorte do acompanhante. Para os juízes, quem vai ao lado do condutor pode estar embriagado. Aliás, não há nada que indique que não se pode trabalhar alcoolizado, pelo que o despedimento não é aceitável. A empresa refutou que o indivíduo “incorreu de forma culposa em gravíssima violação das normas de higiene e segurança no trabalho”, mas de nada lhe adiantou.

“Vamos convir que o trabalho não é agradável”, sentenciaram ainda os desembargadores Eduardo Petersen Silva, Frias Rodrigues e Paula Ferreira Roberto. “Não há nenhuma exigência especial que faça com que o trabalho não possa ser realizado com o trabalhador a pensar no que quiser, com ar mais satisfeito ou carrancudo, mais lúcido ou, pelo contrário, um pouco tonto”, ainda se pode ler no documento.

E esta, hein?!

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