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21 Julho 2017

Golfinho fêmea tenta reanimar cria que morreu

No dia 28 de junho, no mar Jónico, uma equipa do Instituto de Investigação de Tethys testemunhou o momento em que uma progenitora tentou reanimar um golfinho bebé que tinha morrido. Os investigadores foram alertados para a presença de um golfinho-nariz-de-garrafa fêmea, que estava a interagir com uma cria sem vida. Acredita-se que tenha morrido poucas horas antes da equipa receber o alerta.

"A fêmea elevava o pequeno corpo acima da superfície e empurrava-o repetidamente no que parecia ser uma tentativa frenética de reanimar a sua cria. Era claro que não tinha aceitado a ideia de a deixar para trás", contou Joan Gonzalvo, líder da equipa de investigação.

Não é a primeira vez que este comportamento é observado em cetáceos, mas as imagens recolhidas serão provavelmente as imagens com mais qualidade que ilustram este comportamento dos golfinhos. A equipa manteve uma distância razoável dos dois espécimes, para evitar perturbar a fêmea, que não era desconhecida deles. Desde 2003, que a "progenitora" estava marcada com um número identificativo.

"Experiências como esta relembram-nos da necessidade de explicar ao público que os golfinhos e os humanos não são assim tão diferentes", afirmou Joan Gonzalvo, diretor do "Ionian Dolphin Project".

Para o biólogo, os golfinhos são dotados de inteligência emocional. "Não há dúvida que nós, humanos, somos seres inteligentes e emocionais. Não é presunçoso admitir que somos os únicos?", questionou o espanhol.

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